segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sustentabilidade urbana, licenciamento e monitoramento ambiental

            A eleição de tal tema carrega um potencial enorme, caso seja levada em conta a reflexão ética e o entendimento do momento histórico em que vivemos.

            A julgar pelos termos, colocamos o tema sob uma perspectiva antropocêntrica, determinando um protagonismo ao ser humano pelos processos de transformação do ambiente, com licenciamento (autorização) e monitoramento no processo de urbanização. Pode ser bastante lógico, caso não percamos de vista o seguinte:

É inegável o papel do homem como agente transformador do ambiente. Entretanto, perde-se muito ao ignorar ou menosprezar a reação proporcional causada por todo e qualquer ato, por mais previsível que seja, (depreendida, neste caso, pelo ambiente ao qual se deixa transformar). Esta negligência fragiliza qualquer monitoramento ou licenciamento ambiental, uma vez que, embora contenha o elemento transformado, dirige-se exclusivamente a ação humana, quase sempre mal controlada.

            Vivemos um momento histórico em que impera a velocidade. As possibilidades de inovação tecnológica, impulsionada pelos valores neoliberais tornam absolutamente tudo vítima da obsolescência programada, que dificulta sobremaneira a ideia de sustentabilidade. Desnecessário dizer que tais valores concorrem diretamente com os valores éticos, sofrivelmente trabalhados (quando trabalhados), moldando cidadãos facilmente corrompíveis, o que complica ainda mais o tema proposto.

            Não podemos perder de perspectiva que estamos tratando apenas de um recorte temporal, embora seja pertinente a programação a curto prazo, uma vez que o processo não é reversível, nem necessariamente ruim.

            Dada a fragilidade das relações humanas e ainda maior daquela entre o ser humano e o meio ambiente, a tarefa de discutir sustentabilidade urbana e seus desdobramentos não deixa outra alternativa senão primeiramente redimensionar a figura do homem, principalmente ao imaginá-lo exclusivamente vetor em relações nas quais é transformado tanto quanto o que deseja transformar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Só com reza braba

Não é lá mérito dos grandes pensadores e intelectuais a conclusão de que o mundo está às avessas. Pouca é a quantidade de reflexão exigida para o entendimento de que vamos mal das pernas. Os tributos, as catástrofes naturais, a vida amorosa, a qualidade do humor, a miséria, a violência, a saúde...tudo isto está escancarado. Agora, é de se espantar que ninguém tenha se dado conta dos reais motivos para o percurso ladeira abaixo.

Cá estamos em 2015 e a turma continua apelando para as mesmas figurinhas carimbadas de sempre. Nossa principal deficiência jaz na relação que temos com a eternidade. Nos relacionamos com as divindades de forma semelhante aos cães para conosco. Em percepção (a)temporal, e atitudinal.

Analisemos com frieza: os cães, por algum motivo que só eles entendem, nos obedecem cegamente, e abanam o rabo mesmo com a atitude mais irrefletida da nossa parte. Esquecemos de colocar ração no pote por 3 dias consecutivos e lá estão eles, achando que se estão com fome, é porque os seres humanos tem algum plano inteligente que envolve a fome. A maioria dos cachorros morrem antes de seus donos, mas se o inverso acontece, o cachorro, se puder, vai visitar o túmulo todo dia, esperando uma ressurreição, que embora nunca aconteça, gera uma obediência incondicional, como se nalgum plano superior o dono continuasse existindo, e acompanhando todos os passos, podendo castigar com um chinelo sobrenatural qualquer mijada fora do jornal.

Nossa relação com Jesus, os santos e Deus, é parecidíssima. Primeiro de tudo é que se Jesus de fato estivesse intercedendo por nós, segundo observações nem tão atentas, nem tão complexas, está de licença premium ou aposentado. Os santos, por sua vez, (a maioria, com certeza) afastados pela perícia. Motivo mais comum: LER (lesão por esforço repetitivo). Sem forçar a barra: há séculos esbarramos nas mesmas dificuldades, ainda não adquirimos o know-how de viver, e haja trabalho pra turma de cima. São judas Tadeu, Santo Expedito e Santo Antônio cansaram de fazer mutirões e penduraram a chuteira muito antes dos outros.

Deus, por sua vez, que já não é o papai do céu, e sim o vovô do céu, num estado declarado de senescência, comporta-se como Silvio Santos. O Silvio, alias, nos tempos áureos poderia ser o próprio Deus humanizado, haja vista sua sagacidade e entendimento do ser humano. Conseguiu, entre outras coisas, perceber a falta de vocação do homem para vencer e inventou a Tele-Sena, onde você ganha com mais, ou menos pontos. Nós compramos a ideia, achando que os últimos serão os primeiros, e aquela coisa toda de que quem espera sempre alcança e nisso não reparamos que Deus provavelmente também já passou daquela para uma melhor ainda, pois também ele se relacionava com algo que chamava de superior, e que esquecia de botar a ração no pote por 3 dias consecutivos etc etc.

Alias, suspeito de que, se alguém ainda consegue “ver” Deus, talvez esteja caindo num truque. Não é pouco provável que, levados por nossa percepção completamente furada de temporalidade não enxerguemos que quem está lá é um sósia, tipo o Paul McCartney, que já se foi desde antes do Sgt. Peppers mas continua fazendo 365 shows por ano. Em qualquer lugar dentro ou fora do planeta.

Voltando ao Silvio, sacada de gênio, em meio a nova idade média, idade das trevas, inventar um programa chamado “Topa tudo por dinheiro”. É a síntese do comportamento humano atual. Topa ficar martelando prego, contando 1, 2, 3, pi, vendo as câmeras escondidas com Ivo Holanda e esperando sentando a hora em que aviõezinhos de 50 cruzeiros caiam dos céus.

Todo mundo a espera de um milagre, que não vem. Sobra pra quem: Para a Morte, claro. A Dona encapuzada e sua foice já terceirizaram o serviço, a demanda é desumana. Há quem diga que Sr. Noel aluga seu trenó fora de temporada, numa coligação tão bizarra quanto as dos partidos políticos brasileiros, para que a Morte não falhe nos prazos. Alguns santos menos prestigiados também estão recebendo treinamento e outros já praticam o oficio na condição de menor aprendiz.

A resposta para o caos está no equilíbrio entre terra e céu. Isso exige que repensemos nossa ideia de eternidade. Há quem diga que a resposta para todos os problemas está na educação, e realmente está. Mas corrigir o processo educacional, no ritmo e interesse genuínos de nossos concidadãos, levará mais tempo do que a sucessão dos cargos celestes. Daí fica a percepção: Da mesma forma que foi o tempo de Isis, Osiris e Sekmet; Esculápio, Baco e Júpiter, também já foi o tempo do pai, do filho e do espírito santo.

E uma sugestão: Há tanta gente boa, com pouco tempo de casa, que iria ficar tão feliz em ajudar! Que tal começar a pedir a intercessão de Tom e Vinicius, João Ubaldo Ribeiro, Manoel de Barros, Rubem Alves, Mario Quintana, isso só para citar os nacionais. Os modelos estão todos falidos, ou não estamos preparados para colocar nenhum em prática. Mais sério do que tudo isso, que não passa de uma grande brincadeira (?), a salvação pode estar nas artes, e na reinvenção das nossas crenças. Sejamos corajosos.      
 
Nota: Este texto, que serviu mais como exercício provocativo de (auto-)reflexão e atividade de lazer, comporta apenas parcialmente minhas opiniões.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Por que vale a pena viver?


Pelos filhos que nascem,
Pelos amigos que chegam,
pelos dias e noites que se sucedem não importa o que a gente faça ou invente.
 
Pela cerveja gelada,
pelos filmes do Woody e do Tarantino,
as músicas do Chico,
pelas pizzas de padaria
E pela possibilidade de acordar mais tarde.

Pelo violão, pela voz, pelo cajon e a escaleta.
Pelas coisas que a gente pensa e nunca faz:
música em volta da fogueira,
correr a maratona, os trabalhos voluntários,
os amores impossíveis.
Sim, sobretudo pelos amores impossíveis
 
Pelas atuações da Meryl Streep
o arroz com feijão da mãe
o cheiro de mato
e, por que não, o da gasolina?
 
Pelos abraços apertados,
Os sorrisos escancarados
E os olhares sinceros
Principalmente o dos cães. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pequeno conselho aos que querem mudar o mundo

                Antes de começar, embora eu não goste de categorizar as pessoas, acho pertinente separar a humanidade em idealistas e não-idealistas. Isso é apenas uma constatação, não algo contra o qual consigamos lutar. O desejo profundo e sincero de melhorar a si mesmo e fazer deste um mundo melhor a todos virá (ou não) às pessoas no devido momento. Apenas faço a distinção pois as posturas e preocupações são bem dispares, e talvez aos não-idealistas este texto soe uma perda de tempo.

                Com uma frequência cada vez maior circulo por meios em que se debate bastante o tema “vamos mudar o mundo”. Ubíqua, entretanto, a incoerência entre discurso e prática. Não por hipocrisia, mas porque é difícil mesmo. Acaba que muitas vezes pessoas boas perdem seus potenciais, desperdiçados em mudanças estéticas, logo, vazias, propagando opiniões fortes, porém mal elaboradas (muitas vezes apenas nas redes sociais), e se tornam cada vez mais desestimuladas porque a maré parece invencível.

                E então, o que fazer? Queremos mudar o mundo mas nos sentimos perdidos no meio do fogo cruzado. Daí temos insights do tipo: “Ok! Não quero simplesmente deixar a barba crescer, andar descalço, parar de ler a Veja e ficar dizendo bobagem no facebook. Quero acordar amanhã e fazer a coisa acontecer.” Meu pequeno conselho: A partir de amanhã, organize-se e dedique cada vez mais tempo as pessoas que você conhece e realmente admira.

                Digo isso com tranquilidade porque os idealistas de verdade dificilmente admirarão as pessoas erradas. Se você se considera idealista e admira alguém que tem por projeto de vida enriquecer financeiramente...bem, sinto lhe informar, mas estas são ideias antagônicas. Não vou discorrer sobre isso, espero que ninguém imagine que não considero uma remuneração adequada para suprir as necessidades de qualquer cidadão algo indispensável (e as “necessidades de qualquer cidadão” já vira outro tema) ...enfim, partamos do pressuposto que isso esteja claro e avancemos.

                 Você pode admirar grandes ativistas e personalidades, mas dificilmente conseguirá conviver com elas. No entanto, aposto que há algumas pessoas ao seu redor com as quais você tem ideias muito alinhadas, e que consegue enxergar uma pró-atividade em torno dos ideais compartilhados, pessoas que te empolgam ao falar dos sonhos, que, claro, também erram algumas vezes, mas que você sabe que teu coração bate diferente quando está na presença delas. É a essas pessoas que você tem de dedicar mais tempo. E se você se considera um idealista e não conhece ninguém com esse perfil, sugiro repensar seriamente em como anda levando a vida.

                O que acontece é que ficamos pensando muito nessas coisas, mas no fim das contas acabamos dedicando o todo o tempo que sobra a festas, cerveja com os colegas, namoro, família (as vezes), ou simplesmente a não fazer nada. Esse não fazer nada é algo incrível, se pudéssemos, depois dos deveres viraríamos um leão marinho e ficaríamos torrando no sol em cima de uma pedra. Ou talvez preferiríamos até mesmo vivar a pedra, de tão preguiçosos que somos.

                Mas espero que ninguém imagine que mudar as coisas seja coisa fácil. Exige esforço. Também não estou dizendo que não devemos nos relacionar com quem nos é/foi/está sendo importante. Mas idealista que é idealista pressente algo maior, que tudo pode ser muito melhor, mas que as pessoas no momento histórico em que vivemos tem dificuldades em manifestar isso. Se acha que não há tempo para tanta coisa, reveja suas prioridades, organize-se e obtenha esse tempo!

                Vá trocar ideias com quem você admira, observe, aprenda, e ensine também! A construção de um mundo melhor começa na convivência dos bons, que compreendem inclusive que melhorar o mundo passa por melhorar a si mesmo. Sinceramente, é o que já estou tentando fazer há algum tempo e se me permitir, vira meu conselho.
                Afinal de contas, “porque chamaríamos algo de IDEAL, se não fosse na tentativa de vivê-lo a todo momento?”

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre as pessoas que passam por nossa vida

               Há quem passe por nossa vida por alguns poucos minutos, fala meia dúzia de palavras, as vezes não fala nada, e muda tudo para sempre. As vezes não muda nada, só arranca um sorriso; da maioria dessas pessoas a gente nunca mais se lembra.

                Algumas pessoas passam várias vezes, sempre dando ois e tchaus, e entre um e outro nada de muito relevante aparentemente acontece, mas por algum motivo que a gente geralmente não investiga, persistem esses reencontros apenas com ois e tchaus.

                Outras pessoas passam feito um furacão, numa intensidade fora de controle, arrancam admiração, inveja, paixão e revolta, e logo tudo passa, porque as grandes relações só se sustentam com convivência.

                Pessoas com quem a gente cria grandes relações são aquelas que passam e deixam uma sensação tão boa, que se tornam especiais a ponto de querermos que passem todos os dias, para compartilhar mais momentos, tantos assim que pareça que não é nem um e nem outro que passa, porque o caminho se torna o mesmo.

                Embora haja pessoas que passam pela nossa vida todos os dias, algumas não passam em carne e osso, mas nos pensamentos. Há pessoas que ficam muito tempo passando só no pensamento. Entre elas estão as que a gente conversa com regularidade, e outras não.

                As pessoas que passam no pensamento e a gente conversa com regularidade, são aquelas que deixaram boas sementes, e a gente faz questão de cultivar, mesmo não conseguindo ver todo dia. Como somos pessoas, temos a sorte de poder regar a alma, que é a terra onde se plantam as coisas próprias dos seres humanos. Amor e amizade são boas “técnicas” para seu cultivo, e que como qualquer outra, tem sua eficácia atrelada a constância. (Bastante ênfase nas aspas, porque o dia em que o amor for categorizado enquanto técnica teremos de rever quase tudo que imaginamos saber nesta vida).

                Oras, mas porque não falaríamos com alguém que passa tanto no pensamento? Descontados os mortos, com quem até podemos falar, desde que não nos frustremos com a falta de respostas convencionais, são pessoas que passaram, seja por muito ou pouco tempo, e plantaram alguma coisa que não nos fez bem, mas que a gente ainda não aprendeu o antídoto para se desfazer deste mal.

                Ninguém que passa de forma consciente quereria deixar algo de ruim. As pessoas que deixam sementes ruins também estão em sofrimento, ou simplesmente meio atrapalhadas das ideias, e precisam de ajuda. O antídoto é conhecido de todo mundo, e ajuda a ambos, mas quase ninguém sabe usar de verdade. Chama-se perdão.

                Dizer que perdoou e ficar vendo a pessoa passar no pensamento sem falar é o mesmo que não ter perdoado. Para todos os que passam pela nossa vida, devemos lealdade (aos nossos ideais) e cortesia sempre. E sempre também, uma porção na manga de perdão. Senão a caminhada vai ficando pesada, arrastando um bocado de coisa crescendo que não soubemos dar conta. Daí não notamos e não damos valor a mais nada e ninguém que continua, e sempre continuará a passar.

“Quem não sabe perdoar, só sabe coisa pequena”. (Valter Hugo Mãe)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dunga e o Complexo de Golgi


Desconheço vivalma que tenha concordado ou sequer entendido a escolha de Dunga como novo técnico da seleção brasileira de futebol. Soa sadomasoquista a atitude da CBF, haja vista o currículo de nosso ex-volante tetracampeão como técnico, diga-se apenas de passagem, da própria seleção, em passado recente. Mas não pude deixar de lembrar de certa prova de biologia que fiz em épocas de futebol-arte.

Sempre tive muita fé no universo celular. Nunca imaginei que as organelas ficassem boiando no citoplasma, embora não conseguisse decorar qual a contribuição de cada uma delas para o todo. Parece-me razoável admitir que, interpretações a parte, a coisa funciona.

Pois bem, eis que me defronto em dado momento com uma questão cujo enunciado descrevia o funcionamento de determinada estrutura celular. Como supracitado, decorar a função de cada elemento não era meu forte, de forma que a única coisa que eu conseguia afirmar ali é que aquela função não era exercida pelo Complexo de Golgi. Logo, sobravam-me quatro outras alternativas: 25% de chance de acerto.

Neste momento entra, embora aparentemente insignificante, um dos maiores mistérios com que me deparei até hoje. Movido a um sentimento (não dá pra chamar de raciocínio) incompreensível, ilógico, e por que não, irracional, eu assinalei: letra d) COMPLEXO DE GOLGI. E, é claro, errei a questão.

As coisas parecem fazer mais sentido agora, depois de Dunga. Parece-me que nós, seres humanos, temos uma dificuldade muito grande de lidar com incertezas. Mais fácil, por incrível que pareça, lidar com a certeza, mesmo que seja a certeza de um erro, ou de uma derrota. Quando este tipo de coisa acontece, nossa parte mais esotérica já foi suplantada, sabemos que não vai acontecer nenhum milagre. Nenhum cientista dias antes da prova teria descoberto que o Complexo de Golgi é uma espécie de coringa da célula, da mesma forma que o Dunga é o Dunga. Ponto.

 Apesar de ter compreendido um pouco melhor a gênese comportamental em ambos os casos, resta uma dúvida: Será este um padrão de funcionamento inerente aos seres humanos, ou uma característica em comum entre mim e a CBF? Se Freud explica, (e aqui vamos, de forma lúdica e alienada, achar que o futebol se resume a isso) chegou a hora da CBF ir ao divã.

                 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Vinte e sete

O que é que posso dizer agora que possuo a idade em que se foram  Jim Morrison, Janis Joplin, Kurt Cobain e Amy Winehouse, e que tantos outros passaram sem terem chegado a lugar algum? Aos vinte e sete, certamente posso dizer que ainda tenho muito a aprender, mas que já deu pra notar bastante coisa. Entre elas, que dedicar a vida a melhorar a vida dos outros pode ser e é muito gratificante, mas também angustiante e desgastante. Achar que pode ser um anjo da guarda por vezes te priva de tua própria identidade, e pensar que pode fazer sempre o melhor o tempo todo te torna um personagem, uma caricatura, querido pela maioria, mas um escravo alimentado pelo bem querer dos outros.


Definitivamente, há coisas que dependem de você e coisas que não dependem de você. Não vale a pena tentar mudar nas pessoas algo que VOCÊ pensa que elas tem de mudar. Nada muda se as pessoas não quiserem. Respeite o tempo de cada um; todos estão em estágios diferentes da mesma caminhada. E não fantasie e tente resolver problemas ocultos das outras pessoas, já há problemas o suficiente; se algo tiver de emergir, vai emergir.

 
Posso dizer que o excesso de álcool pode causar muito mal, assim como qualquer outra droga, e quando você deixa ele tomar conta da sua vida, também deixa de ser as coisas que você mais valoriza. Posso dizer que a vida com certeza é boa; às vezes estamos bem, às vezes nem tanto, às vezes tudo parece um grande bosta. Mas como tudo na natureza, nossa vida é feita de ciclos e, por mais que pareçam infinitas as tempestades, vale ter fé e esperar que passem.


Se pudesse dar conselhos, eu diria: tenha grandes esperanças. Seja corajoso, leia bastante e conheça o mundo. Peça desculpas mesmo achando que está certo, as vezes as pessoas não estão preparadas para enxergar o que realmente é certo. Da mesma forma, vale a pena perdoar, e isso não quer dizer que tenha de ser permissivo. Beba bastante água, faça exercícios regularmente, coma bem, mas note que ficar pensando bobagem faz mais mal do que comer besteira. Isso porque o que nos torna seres humanos não é nosso corpo, e sim o que está dentro dele e não pode ser visto e nem mensurado. Alma não tem sexo e nem idade. A juventude é característica daquele que tem o poder transformador, seja do mundo, ou de si mesmo, o que no fundo, são a mesma coisa.
Se eu pudesse dizer apenas uma coisa, eu diria: Ame.

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Quem sou eu

Médico da atenção básica de Sombrio - Santa Catarina. Escreve para o site da prefeitura, neste blog e eventualmente em outro veículos. Estuda filosofia. Toca violão e alguns outros instrumentos, nenhum verdadeiramente bem.